nível um

esse mês terminei o primeiro nível do curso de alemão e estava com uma sensação terrível, achando que eu não tinha conseguido aprender muita coisa. mas aí resolvi fazer um teste e não é que eu estou bem? :)

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vim aqui só tirar a poeira do blog e dizer que a vida segue.

bem devagar, mas segue.

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que deselegante!

o inverno chegou atrasado, mas veio com tudo. foi a semana inteira de temperatura negativa com muita, mas muita neve. e o fim de semana promete mais frio! e quando você vai sair de casa pra enfrentar -13°C (sem falar na sensação térmica que é sempre pior), vem aquela dúvida: com que roupa eu vou? ou melhor: com quais roupas eu vou?

aí você escolhe tudo, veste as camadas de roupa, faz a maquigem, arruma o cabelo e vai. enfrenta a neve, o vento frio e… chega toda descompensada no seu destino! ainda estou em fase de aprendizagem e até consigo ficar bem agasalhada, mas ficar elegante, isso é outro nível. simplesmente não dá!!! quando estava 0°C ou -3°C eu até conseguia, mas passou disso começa a complicar.

eu vou explicar o motivo: começa a cair neve na sua cara, entrando no seu olho, nariz e boca, ou seja, sua maquiagem já era. e nem adianta usar produtos a prova d’agua. usar gorro é ótimo, né? aquece a cabeça e as orelhas, mas… amassa seu cabelo em poucos minutos. 2 ou 3 camadas de roupa + agasalho bufante = adeus cintura! fica peitos, barriga e bunda tudo junto num volumo só. e os sapatos? gigantes. usar anel ou pintar as unhas também nem adianta, porque usando luvas, não aparece no visual. ou seja, lascou!

minha alegria é perceber que não sou a única. até o povo daqui, nascido e criado na neve, também não consegue manter a classe. ufa!

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por uma vida menos ordinária

estou lendo vários blogs de brasileiros que vivem fora do país e percebi uma triste realidade: sempre que alguém fala das vantagens de morar no exterior, é logo rotulado de “deslumbrado” e “arrogante”. tem sempre alguém que interpreta mal esses depoimentos e acha que a pessoa está negando suas raízes, que se acha superior porque mora num país de primeiro mundo…
pra mim, a questão vai muito além da ‘simples’ mudança de país. a ideia principal que tirei dos textos foi a necessidade de mudar. não é apenas mudar de cidade, é mais que isso… é sair da sua zona de conforto, da sua bolha, e buscar novas experiências. só assim podemos conhecer o mundo e principalmente nos conhecer melhor.
não adianta se basear somente nas experiências alheias. elas são importantes sim, porque podem servir de conselho ou ajudar numa decisão, mas jamais serão suas. algo que é bom pra mim, pode não ser pra outra pessoa. por isso é preciso vivenciar.

Morre lentamente quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece. (Pablo Neruda)

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